Cabana dos Sonhos (via subordinada)
(Source: cabana-dos-sonhos, via aroma-de-rosa)
Plenitude (via quesejadoce-sempre)
(via quesejadoce-sempre)
(Source: hydrotoxicity, via mmylittledecoy)
Não quero nenhuma resolução de ano novo desta vez. Chega de repetir itens de uma eterna e infinita lista que eu nunca cumpro. Chega de hipocrisia e de apologia à esse modo de pensar mesquinho, onde a gente só faz o que deveria fazer o ano inteiro, nos últimos dias dele. O que eu quero para este ano é me tornar mais humana. Que em 2012 eu aprenda a lidar melhor com o apego. Não vou esperar que eu me desapegue de tudo como em um milagre budista, mas que eu aprenda a rever meu comportamento e saiba lidar melhor com o significado – principalmente das pessoas – pra mim. Que eu aprenda a não esperar nada dos outros. Mesmo. Que definitivamente eu deixe de lado essa minha mente adolescente corrompida por contos de fadas e entenda que ninguém pode dar além do que quer. Ou do que pode. Que eu aprenda a aceitar as pessoas como elas são e nunca espere nada de volta. Que eu enxergue todas elas com suas mochilas cheias de vida, dores, corações quebrados, esperanças frustradas, e que entenda que nem sempre é possível ir além do que se deseja. Que eu entenda que pessoas não mudam, mas podem tentar. Que nem sempre o que foi, é e será. Que eu aprenda a viver menos de passado e consiga virar minhas páginas sem temer o branco. Que eu entenda que todo mundo sofre, todo mundo ama, e tudo é um constante aprendizado. Que eu aprenda principalmente a deixar de querer entender o por que de tudo, como uma criança mimada de cinco anos de idade. Pensar não resolve, só machuca. Que eu entenda que a vida não tem sentido se não houver amor, e que amor não se cobra, não se pede de volta. E que se um dia alguém não me oferecer amor de volta, que eu me lembre da velha mochila. Cada um sabe o que traz no coração, às vezes as pessoas simplesmente não sabem o que fazer com o amor. Que eu deixe de me importar com quem não se importa comigo, com quem não faz questão de ser parte presente na minha vida e saiba guardar os momentos bons no passado, trancados à chave, e não relute querendo trazê-los à vida no presente. Que eu aprenda a olhar tudo o que tenho comigo com olhos de gratidão. E que eu curta muito tudo o que eu tenho. Que eu aprenda, acima de tudo, a viver o hoje, a curtir o agora, a guardar o ontem e não pensar no amanhã. E que, ainda que me desapegue, deixe de entender, não me importe tanto, não espere nada, que eu nunca perca a minha essência. Que eu nunca deixe o sangue parar de correr quente no meu pulso. Que eu nunca perca a fé no ser humano e na vida, pois essa é a maior fé que eu tenho. Que eu nunca desista de amar mais e mais a cada dia, ainda que meu coração se quebre. Que eu nunca sufoque a minha intensidade para agradar aos outros. Que eu nunca seja desleal com os meus sentimentos, ainda que precise matar alguns. Que eu nunca deixe de transpirar a verdade por mim mesma, que eu nunca deixe de acreditar que a cada dia nasce uma oportunidade de sermos felizes, mas acima de tudo, uma oportunidade de sermos nós mesmos. Melhores e lapidados. MC
(Source: calei-doscopio)
Autor desconhecido (via pequenoromeu)
(Source: verdadesdegaroto, via calei-doscopio)
Não que ele fosse a última bolacha do pacote, não se engane. Estava cheio de meninos em volta querendo absolutamente tudo que ele também quer. Um pouco de amorzinho. Era bonito, charmoso, tinha um sorriso que valia por dois. Mas não parava trânsito nenhum. O problema, meu amigo, é que ele era daqueles que quando a gente encosta dá choque de 220v. Não sei te explicar. Ele me liga, ele me desliga, ele faz uma carga elétrica correr pelo meu corpo que eu talvez nunca tenha sentido igual. Ele é furacão.
O problema dos furacões é que são indomáveis. Passam, derrubam a sua vida inteira e te levam junto, só eles sabem pra onde. Ou melhor, não sabem nada. Esse tipo de gente-furacão não sabe de onde veio, nem pra onde vai. Só tem uma certeza: desarrumar sua vida e levar seus sentidos junto. Ele era isso pra mim. Surgiu do nada, foi embora do nada. Sei lá que tipo de poder é esse, sabe, de mexer lá dentro de mim. De fazer corpo, coração e cabeça se desmancharem com duas palavras clichês e meia dúzia de beijos. Putes grila, eu não controlo mais. Eu perdi completamente o controle do barco e me entreguei muito mais do que devia. Você sabe, me protejo até me apaixonar, depois disso, eu perco a consciência. E foi assim, é assim que acontece há sabe Deus quanto tempo. Ele indo, vindo, indo, vindo, levando tudo o que eu tenho de bom e me alimentando de migalhas de um semi-amor escondido. Talvez seja só isso mesmo, pele. Embora ele faça questão de me confundir com a certeza de meias palavras não ditas de que me ama. Ele não diz. Mas também não nega. É do tipo formado, descolado, gato de rua. Arisco. Me enrola, me prende, me segura, porque sabe que eu gosto dele pra caralho. Me alimenta de migalhas de meio-amor.
E eu ia te contar que ele foi embora mais uma vez. Disse que me gosta, mas pra eu seguir minha vida. Pra tocar o barco e ficar com quem me ama. Que ele me faz mal, que ele me prende. E não quer me magoar, porque me gosta. Pois é, a sutileza dos maiores foras da humanidade. Te gosto, tenho um carinho por você, mas amar que é bom, porcaria nenhuma. Ninguém vive de carinho. E eu amo. Ou acho que amo. Ou talvez esteja apenas em um transe alucinógeno de vício em adrenalina. Tipo caçador de tempestade.
A verdade é que eu nunca vou saber o que te prende em mim. Não sei porque ainda não foi por completo, me apagou dos contatos, cortou relacionamento comigo. O que a prende em mim é um mistério escondido embaixo da asa de um amor impossível.
O que me machuca é o jeito que me confunde, sabe. E talvez seja essa confusão que me prenda tanto. Esse não-te-amo-mas-não-te-deixo. E vou te dizer, dói. Doeu ouvir algumas coisas que eu não esperava. Que seja. Não me contento com raspas e migalhas de semi-amor.Eu não sei mais o que te dizer, cara. É assim e eu tenho que entender que as pessoas mudam, as situações se renovam, o amor degrada. Cheguei ao ponto de me questionar por que estou fazendo isso comigo. Por que estou deixando alguém fazer tão pouco caso de mim. Por que estou deixando quebrar meu coração, assoprar e pedir desculpa. Talvez um dia eu canse, talvez um dia ele não seja mais furacão. Um dia ainda conseguirei olhá-lo como chuva de inverno, daquelas geladas, daquelas que a gente diz não, não vou enfrentar, mesmo de guarda-chuva. Mas ainda não. Tô preparada não pra sair na chuva sabendo que tem tempestade tão grande assim.
Um brinde ao amor próprio, meu amigo. adap,MCAD
(Source: calei-doscopio)
Aaiaii…
(Source: whiskeyandcigarette)
(via unlawfulkilling)
Ontem Chorei
Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas. Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento.
Incrível a sua facilidade em tirar um sorriso do meu rosto, até mesmo quando estou mal.
(Foraderegras)
(Source: efeito-cocaina, via christiannyteixeira)